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A Rua da Estrela tem seu início na Avenida Pedro II, de
onde desce em acentuado declive até a Praça do Comércio
da Praia Grande. Nesse trecho, atravessa o coração
do Centro Histórico de São Luís, sendo um
ponto turístico dos mais frequentados, sobretudo pelo
clima de romântica boêmia que evoca. Ali, pode-se
ver o Solar do Largo do Comércio, sem dúvida um
dos maiores prédios
do bairro, com 2.646 metros quadrados de área construída
no mais refinado estilo colonial, e, logo adiante, a Câmara
de Vereadores, antiga sede da Alfândega do Maranhão.
A Rua da Estrela - vale lembrar - era um logradouro eminentemente
comercial até quase as duas últimas décadas
do século XX, concentrando em seus belos sobrados muitas
das mais importantes firmas da cidade. Nela, por exemplo, funcionou
por muitos anos - no número 472 - a sede da Ullen Manegement
Company, onde em 1933 foi assassinado John Harold Kennedy, administrador
da empresa e suposto tio de John F. Kennedy, presidente norte-americano
de 1961 a 1963.
Saindo da Praia Grande, a Rua da Estrela sobe até
às imediações da Rua Direita. Os sobrados,
imponentes, sucedem-se num impressionante conjunto arquitetônico
muito semelhante à parte mais antiga de Lisboa. Curiosamente,
não
existem aí muitas fachadas azulejadas.
A partir desse ponto, inicia-se uma longa descida. O passeio é
tranqüilo. As calçadas de pedras de cantaria chamam
a atenção, assim como a existência de muitos
batentes feitos com o mesmo material. Próximo ao trecho
final da rua, que segue margeando os muros do Convento das Mercês
numa ampla curva à direita, até acabar no Anel
Viário,
fica o Solar dos Vasconcelos. Trata-se de um dos mais valiosos
exemplares da arquitetura maranhense do século XIX, e é um
verdadeiro triunfo do esforço
do Maranhão em preservar sua rica herança cultural.
O prédio, que estava em ruínas até bem pouco
tempo atrás, foi totalmente restaurado e adaptado, de
forma a poder abrigar o acervo do Memorial do Centro Histórico.
Visitar o local e sua exposição permanente é
uma atração imperdível. Depois, é completar
a caminhada sob a proteção dos imponentes muros
do Convento das Mercês.
O retorno para a Praia Grande deve ser feito bem devagar - então,
é possível se perceber, sem muito esforço,
a solene atmosfera que emana desse belíssimo
conjunto arquitetônico dos séculos XVIII e XIX, um
dos mais homogêneos
do Brasil.
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