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Nascido em Caxias, Maranhão, em 13 de agosto de 1884, Joaquim
Vespasiano Ramos foi um dos mais representativos poetas de seu
tempo.
Boêmio, viveu intensamente a sua arte e morreu cedo.
Tinha o verso fácil, agradável, e embora não
haja qualquer menção explícita à cidade,
sua poesia está fortemente impregnada da alma romântica
de São Luís.
Vespasiano Ramos está associado à geração
de I. Xavier de Carvalho e figura também entre os poetas
maranhenses cultores do simbolismo. Publicou sua produção
poética em jornais e revistas da época, sendo bastante
apreciado em vida e calorosamente saudado pela crítica, que
cedo reconheceu o fulgor de seu talento e a sua grande sensibilidade
artística.
De fato, seu valor estético é inquestionável,
mas sua vinculação ao movimento simbolista talvez
pareça um pouco deslocada, principalmente levando-se em conta
os arroubos românticos sempre presentes em seus versos.
Pobre, precisava trabalhar duro no comércio local para conseguir
sobreviver. Mas possuía grandes aspirações
e vastos sonhos: cedo libertou-se das amarras que o prendiam à
província, tornando-se um viajante compulsivo - uma espécie
de cidadão do mundo para quem o mundo era apenas o Brasil
e as coisas brasileiras.
A referência biográfica que vale sem restrições
à sua vida, porém, é a de ele ter sido um poeta
em tempo integral. Tudo mais é especulação,
matéria própria para controvérsia. Por exemplo:
não se sabe ao certo sequer onde ele faleceu, nem precisamente
quando - teria sido talvez no Amazonas, em 1915, ou em Porto Velho,
ou ainda mesmo em São Luís, a 26 de dezembro de 1916.
Por outro lado, o que realmente importa é que os poetas não
morrem de verdade, sobretudo quando seus poemas permanecem embalando
o sonho de amantes, sendo apreciados, declamados em saraus literários,
copiados em cadernos ou então emoldurados em álbuns
de poesia.
Vespasiano Ramos deixou um eloqüente testemunho de sua passagem
sobre a terra, o livro Cousa Alguma, editado em 1916. Ele
é patrono da Cadeira nº 32 da Academia Maranhense de
Letras e da Cadeira nº 40 da Academia Paraense de Letras. Tornou-se
duplamente imortal por seus méritos, e vive assim para sempre
na memória dos que amam a poesia.
[Leia
o poema Ânsia Maldita de Vespasiano Ramos]
[Leia
o soneto Samaritana de Vespasiano Ramos]
[Sobre
a Escola Simbolista]
[Vespasiano Ramos: últimos dias]
[O Poeta da Samaritana]
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